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Museus (estranhos) de Amesterdão

Ana Paula Hirama via Visualhunt.com / CC BY-SA.jpg andreasdantz via VisualHunt.com / CC BY Jess & Peter Gardner via Visual Hunt / CC BY-SA

Amesterdão tem uma grande variedade de museus. Entre aqueles que fazem parte do “circuito oficial” e as “raridades”, há muito por onde escolher.
Para um roteiro que tenha por objetivo os museus de Amesterdão, o ponto de partida natural é a Museumplein (a praça dos museus), um grande espaço verde rodeado por algumas das pinacotecas mais importantes da cidade: o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh e o Stedelijk. A este trio é preciso acrescentar o Hermitage, situado nas margens do Amstel, e a casa de Anne Frank, na Jordaan. Estes são os museus imprescindíveis, embora haja muitas outras opções caso disponha de tempo e de curiosidade.

Entre essas outras opções, destaca-se a Casa-Museu de Rembrandt, o NEMO para conhecer a ciência e a última tecnologia, e o Museu Marítimo Nacional. Para os artistas existe também o Museu Nacional de Arte Moderna, e para os amantes da sétima arte, o EYE Film Institute. Além de tudo isto, a cidade tem também um dos principais museus etnográficos da Europa, o Museu dos Trópicos, com mais de 300 000 objetos de todas as partes do mundo. Por fim, entre os museus mais divertidos salienta-se a exposição que acolhe a destilaria Heineken e o Museu AFC Ajax, da equipa de futebol da cidade.

Porém, se há algo que carateriza o perfil dos museus da capital dos Países Baixos são as suas incontáveis raridades. Entre elas, o Houseboat Museum constitui uma homenagem ao tipo de vivendas peculiares que abundam nos canais da cidade. Este museu encontra-se no bairro de Jordaan e foi criado pela iniciativa de Vincent van Loon, a pessoa que se deu conta do interesse que os barcos residenciais despertavam entre os turistas. Van Loon converteu um destes barcos em museu e abriu-o ao público para dar a conhecer como é a vida no seu interior. A visita custa 4,50 € e inclui uma exposição de fotografias e maquetes de barcos.

Amesterdão, como outras cidades da Holanda, tem um museu dedicado ao queijo. Situado em Prinsengracht 112, não tem nada a ver com o de Alkmaar. O museu do queijo de Amesterdão é muito pequeno, parece uma loja, mas é suficiente para se fazer uma ideia do que significa para a Holanda a produção deste produto alimentar.

Também há museus dedicados às malas e bolsas, aos gatos, às túlipas, aos óculos, aos diamantes, às tatuagens, à Bíblia e, claro, museus eróticos. Outra coisa não se poderia esperar da cidade que tem o Bairro da luz vermelha mais famoso do mundo. A esta última categoria pertencem o Museu do Sexo e o Museu Erótico. O primeiro destes museus, conhecido como Venustempel (templo de Vénus), é o mais antigo museu do mundo dedicado ao sexo. Tem pinturas, fotografias, estátuas e vídeos. O lema do Museu do Sexo é “o sexo é a coisa mais natural do mundo” e todos os anos é visitado por meio milhão de pessoas. The Erotic Museum, por outro lado, está em pleno Bairro da luz vermelha. A entrada está encimada por um letreiro luminoso e o interior divide-se em diferentes galerias nas quais se procura mostrar a história do erotismo, do ponto de vista artístico.

Galerias de arte

Além das grandes pinacotecas e dos museus mais curiosos, Amesterdão pode vangloriar-se de ter numerosas galerias de arte. As últimas novidades em pintura, fotografia e todos os tipos de instalações artísticas têm lugar nestes espaços, que oferecem a oportunidade aos criadores locais e internacionais de expor os seus trabalhos. As galerias estão espalhadas por toda a cidade, sobretudo na Jordaan, na 9 Straatjes e no Bairro da luz vermelha. Além disso, proliferam muitos espaços multifuncionais, como KochxBos, nos quais as obras partilham o seu espaço com roupa, móveis ou gastronomia. São mutáveis, mas estão sempre a par das últimas novidades.

Casas-Museu ao lado do canal

Algumas das casas situadas ao lado dos principais canais da cidade aproveitaram o seu potencial arquitetónico para se converter em espaços culturais da cidade. Nestas vivendas senhoriais pode-se descobrir a Amesterdão do séc. XIX (Museum Willet-Holthuysen) ou conhecer pequenas – mas importantes – coleções artísticas, como a da família Van Loon, que abriu a sua casa ao público em 1973. Junto ao canal também estão o Museu da Bíblia, o da Fotografia e o das Malas e Bolsas.

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