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TUI DE

Seguindo as marcas da Guerra Civil em Barcelona

Miradouro Turó de la Rovira, situado no bairro do Carmel
Interior do Refugio 307, situado no bairro de Poble Sec
Praça Sant Felip Neri

Passaram mais de 75 anos sobre o final do conflito que dividiu Espanha, mas Barcelona guarda ainda uma memória muito viva da guerra. Pode conhecer as suas marcas explorando vários recantos da cidade.
Nem sempre se pode afirmar que uma cidade tem tudo o que qualquer viajante intrépido procura durante a sua viagem, mas Barcelona tem. A cidade condal é conhecida em todo o mundo pela arquitetura e pelo seu carácter vanguardista e cosmopolita, que fazem dela um destino extraordinário para todos os tipos de turista. Mas, para além disso, é uma cidade perfeita para os amantes da história, que encontram, entre as ruas da capital catalã, vestígios de outras épocas em pequenas pistas que percorrem o mapa de um ponto ao outro, cuja descoberta leva a compreender melhor a natureza desta cidade admirável.

Barcelona conserva nas suas ruas alguns dos monumentos mais impressionantes do país, resultado da evolução e integração do passado e do presente, mas também da destruição dramática provocada pela Guerra Civil que, de 1936 a 1939, assolou a Espanha. A história recente do país está marcada por um conflito armado que alterou significativamente o aspeto de Barcelona e provocou a morte de um grande número de pessoas, transformando esta cidade num símbolo da resistência republicana ao golpe militar nacionalista.

Queremos penetrar neste passado e, para isso, começamos olhando para o céu, onde uma íngreme encosta nos conduz até ao miradouro Turó de la Rovira, situado no bairro do Carmel. Trata-se de um espaço importante para a memória coletiva onde, além de se poder apreciar uma vista impressionante de 360º, se conservam os restos de uma bateria antiaérea, construída em 1938. A rocha, os catos e os azulejos coloridos das antigas barracas são os nossos únicos aliados para conhecer este espaço que nos convida a imaginar o que significou defender a capital catalã do bombardeamento sistemático da aviação franquista. Quatro canhões Vickers, de 105mm, e um fonolocalizador foram os principais elementos da defesa ativa a partir deste ponto estratégico que, ao finalizar a guerra, ficou inutilizado, mergulhando, com o tempo, na marginalidade. O grande trabalho levado a cabo para recuperar a zona foi reconhecido, em 2012, com o Prémio Europeu do Espaço Público Urbano.

E como Barcelona é uma cidade de contrastes, agora cabe-nos deixar o céu e penetrar nas profundezas da terra. Durante a Guerra Civil construíram-se mais de um milhar de refúgios antiaéreos para proteger a população e entre eles sobressai o conhecido Refugi 307, situado no bairro de Poble Sec. Percorrer os seus 200 metros de túneis, leva-nos a submergir num espaço com corredores onde famílias inteiras viveram angustiadas os piores momentos da guerra. Escavado com a ajuda dos próprios moradores, o refúgio conta com três entradas e, na altura, dispunha de casas de banho, fonte, enfermaria e sala para crianças, entre outras divisões.

Mas, sem margem para dúvidas, é nas ruas da cidade que encontraremos os segredos mais dolorosos e que ainda permanecem na memória dos sobreviventes mais velhos. A praça Sant Felip Neri é um monumento de silêncio, um recanto do Barri Gòtic, onde os furos na fachada da igreja provocados pelas metralhadoras impedem que se esqueça os acontecimentos de 1938: uma placa indica que aqui perderam a vida 42 pessoas durante um trágico dia do mês de janeiro, a maioria crianças que procuravam refúgio das bombas.

Certo é que Barcelona se define como uma das cidades mais turísticas do mundo, mas também é verdade que alguns dos espaços que mais atraem os visitantes escondem as cicatrizes de uma guerra que passa despercebida, infelizmente, à maioria deles.

A outra tragédia da praça

Antoni Gaudí visitava com frequência a praça Sant Filip Neri. De facto, dizem que se dirigia à igreja do mesmo nome para ouvir a missa quando foi atropelado por um elétrico, em 1926.

"Barcelona ao limite"

É o nome com que batizaram a exposição permanente que, desde 2015, o museu do Turó de la Rovira acolhe. Nela se pretende reconhecer o trabalho dos barraquistas, trabalhadores recém-chegados à cidade durante o pós-guerra, que tiveram de viver em barracas porque Barcelona não dispunha de casas. Estes moradores do bairro dos Cañones (uma das zonas de barracas do Carme) lutaram para conquistar os serviços básicos e conseguiram abrir uma escola de adultos dentro do que tinham sido as baterias antiaéreas.

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