A Florença mais natural
Embora não seja o património natural de Florença que atrai os turistas, a capital da Toscana tem belas zonas verdes, capazes de seduzir com a mesma força que as suas galerias de arte.
Ainda que seja certo que uma visita a Florença é normalmente motivada pelo mítico David de Miguel Ângelo, o Duomo ou a sua riqueza cultural, se prestar atenção e souber perder-se em lugares como o Jardim de Boboli, irá descobrir que o lado verde da capital Toscana é igualmente arrebatador. Esta zona verde é precisamente um dos lugares mais oníricos e simbólicos da cidade. Envolvendo o Palácio Pitti, é um enorme parque onde por um dia poderá descansar dos monumentos e esculturas para respirar ar fresco e dar longos passeios.
Os seus imponentes carvalhos, espaçados entre as esculturas e as fontes, marcam um ritmo que combina o esplendor da arte com a arquitetura da natureza. O seu equilíbrio e beleza é tal que se tornou o jardim protótipo que inspirou a maior parte dos jardins das cortes reais europeias, especialmente o do Palácio de Versalhes na França.
O jardim pertenceu às famílias Borgolo e Pitti, mas foi apenas depois de o palácio ter passado para as mãos dos Medici no século XVI que Cosimo I encomendou que os jardins fossem projetados com a sua configuração atual para a sua esposa Eleonora de Toledo. A inclinação da colina foi aproveitada para construir um anfiteatro e desviou-se água do rio Arno para alimentar a famosa Fonte de Netuno, rebatizado pelos florentinos como “o garfo”, e regar os jardins rodeados de esculturas romanas, renascentistas e barrocas.
A gruta de Buontalenti, também conhecida como a "grande gruta” é um dos seus espaços mais admirados. Iniciada por Giorgio Vasari, mas construído principalmente por Bernardo Buontalenti entre 1583 e 1593, é uma construção que imita uma caverna natural com estalactites e estalagmites. A água foi distribuída pela sala de forma engenhosa, de modo que quando os raios de luz são filtrados pelos contornos do espaço, o cenário fica com um aspeto ainda mais onírico. Este jogo de ilusões é especialmente visível na primeira divisão, que foi pintada para criar propositadamente este efeito e assim dar a sensação de se estar cercado por animais. Nesta caverna foram expostos na sua época os "escravos" de Miguel Ângelo, hoje instalados na Galleria della Academia. Há uma segunda divisão, muito escondida, onde poderá descobrir uma estátua de Vénus esculpida por Giambologna.
Menos conhecidos e extensos do que Boboli, o Jardim de Bardini é também um refúgio interessante que lhe oferece uma bela vista. Como recebe menos turistas, poderá apreciá-lo mais tranquilamente. Florença tem, portanto, um lado verde para desfrutar com a mesma intensidade que os seus museus e igrejas.
Os seus imponentes carvalhos, espaçados entre as esculturas e as fontes, marcam um ritmo que combina o esplendor da arte com a arquitetura da natureza. O seu equilíbrio e beleza é tal que se tornou o jardim protótipo que inspirou a maior parte dos jardins das cortes reais europeias, especialmente o do Palácio de Versalhes na França.
O jardim pertenceu às famílias Borgolo e Pitti, mas foi apenas depois de o palácio ter passado para as mãos dos Medici no século XVI que Cosimo I encomendou que os jardins fossem projetados com a sua configuração atual para a sua esposa Eleonora de Toledo. A inclinação da colina foi aproveitada para construir um anfiteatro e desviou-se água do rio Arno para alimentar a famosa Fonte de Netuno, rebatizado pelos florentinos como “o garfo”, e regar os jardins rodeados de esculturas romanas, renascentistas e barrocas.
A gruta de Buontalenti, também conhecida como a "grande gruta” é um dos seus espaços mais admirados. Iniciada por Giorgio Vasari, mas construído principalmente por Bernardo Buontalenti entre 1583 e 1593, é uma construção que imita uma caverna natural com estalactites e estalagmites. A água foi distribuída pela sala de forma engenhosa, de modo que quando os raios de luz são filtrados pelos contornos do espaço, o cenário fica com um aspeto ainda mais onírico. Este jogo de ilusões é especialmente visível na primeira divisão, que foi pintada para criar propositadamente este efeito e assim dar a sensação de se estar cercado por animais. Nesta caverna foram expostos na sua época os "escravos" de Miguel Ângelo, hoje instalados na Galleria della Academia. Há uma segunda divisão, muito escondida, onde poderá descobrir uma estátua de Vénus esculpida por Giambologna.
Menos conhecidos e extensos do que Boboli, o Jardim de Bardini é também um refúgio interessante que lhe oferece uma bela vista. Como recebe menos turistas, poderá apreciá-lo mais tranquilamente. Florença tem, portanto, um lado verde para desfrutar com a mesma intensidade que os seus museus e igrejas.