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Metro de Londres, o símbolo da audácia

Carruagem do Metro de Londres
Painel do Metro de Londres
Túnel do Metro de Londres
Mind the gap

Quatro milhões de passageiros viajam diariamente no metro de Londres. O famoso ‘tube’ é mais do que um meio de transporte: com mais de 150 anos, é um símbolo da cidade.
As obras do metro duraram apenas três anos e foram financiadas por uma empresa privada. O avanço da tecnologia permitiu que as antigas locomotivas a vapor dessem lugar aos comboios elétricos, enquanto que, em paralelo, os engenheiros da época haviam concebido novas formas de construção de túneis. A coincidência dos dois fatores possibilitou que nascesse o metro mais antigo do mundo. A primeira linha subterrânea, conhecida como a North Metropolitan Railway, começou a ser construída por ocasião da Grande Exposição de 1851.
Para compreender a origem do metro de Londres devemos recuar, também, à época da Revolução Industrial. Nessa época a população rural começou a emigrar para as cidades em busca da promessa de uma vida melhor, menos dura e áspera do que a do campo. E, da mesma forma que hoje, chegaram a Londres milhões de pessoas, tentando escapar da miséria. No entanto, os problemas logísticos impediram que se alcançasse o desenvolvimento esperado e Londres tornou-se numa das cidades mais povoadas do mundo. A sua periferia sofria constantes colapsos que impediam a normalidade das comunicações. Neste contexto, um vereador audaz, de nome Charles Pearson, com uma visão moderna e avançada das cidades, concebeu uma rede de comboios subterrâneos composta por cabines impulsionadas a ar comprimido. Imaginamos os rostos do resto do executivo... e, contudo, acertara.

Em 10 de janeiro de 1863, a primeira linha do metro londrino abriu as suas carruagens, puxadas por uma locomotiva a vapor e iluminadas por candeeiros a gás. Houve grande filas e, como era habitual nos meios de transporte da época, os passageiros viajavam em classes separadas. O 'Daily News' resumiu assim a revolução que causou a abertura do metro: “Pela primeira vez na história, os homens podem deslocar-se em carruagens agradáveis (...) por debaixo dos tubos do gás e da água... por debaixo dos cemitérios”. As carruagens, informava o jornal, são “tão altas que um homem de 1,80m pode permanecer de pé com o seu chapéu na cabeça”. Essa primeira linha ligava Paddington a Farringdon e a três estações de comboio. Com o funcionamento do metro começou a diminuir o colapso de Londres. 26 anos depois da rainha Victoria subir ao trono, a monarca via como a capital do país que reinava se tornava na mais moderna da época.

Durante o 'Blitz', o bombardeamento permanente com o qual, durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães assolaram Londres, uns 175.000 londrinos encontraram, todas as noites, abrigo no interior do metro. Instalaram-se enfermarias nas estações e o refúgio de guerra, no qual se converteram as galerias e cais do metro, organizou-se para evitar o caos e conseguir, com o sentido prático que caracteriza os britânicos, definir o espaço entre os passageiros e os refugiados, de modo a permitir, sempre que possível, o funcionamento normal do metro.

Hoje, o metro de Londres possui 408 quilómetros de percurso e 275 estações. O círculo vermelho, azul e branco do painel do metro londrino tornou-se, ao longo destes 150 anos de existência, num ícone da capital britânica e o seu “mind the gap”, o anúncio com o qual se avisa os utilizadores para subir ou descer adequadamente das carruagens, é uma mensagem perfeitamente reconhecível em todo o mundo.

‘Mind the gap’, uma mensagem de amor…

Uma curta-metragem estreada recentemente recupera a história comovente de Oswald Laurence e da sua esposa. Laurence fora, durante 40 anos, a voz do reconhecível “mind the gap” até que, pouco a pouco, uma versão digital da sua mensagem ganhou preponderância e a sua voz passou a ouvir-se apenas na estação de Embankment. Depois da morte de Oswald, em 2007, a sua mulher, Margaret, sentava-se diariamente nessa estação para recordar o marido e ouvir a voz dele. Mas, a 1 de novembro de 2013, a versão digital passou também a ser ouvida na Embankment e Margaret deixou de ter o consolo diário de ouvir a voz do amor da sua vida.

... com final feliz.

A história chegou aos ouvidos dos responsáveis do metro e, um dia, Margaret recebeu um CD com a voz do marido. Além disso, em 2013, o metro de Londres decidiu ignorar a nova e cuidadosamente selecionada voz profissional para devolver a voz de Mr. Laurence ao cenário de Embankment, onde a sua mulher ou qualquer outro londrino, que preste um pouco de atenção, pode ouvir o seu sábio conselho: “Please, mind the gap”.

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